Estudos Jornalísticos

sábado, outubro 07, 2006

[225] O PAQUETE DA DESILUSÃO
O último "A Voz do Cidadão" tratou o tema da programação infantil de forma muito superficial. Ainda que Paquete de Oliveira tenha referido, inicialmente, que este este é um assunto complexo, quem viu o programa ficou com duas ideias:
- que não houve uma preparação cuidada sobre os conteúdos destinados ao público infantil;
- que serviu para promover a programação da RTP neste domínio.
Por exemplo, não se entende como é que uma pergunta interessante como esta "Porque é que entram spots sobre a série 24 e outras em horários infantis da 2:?" - feita por uma mãe - fica sem resposta do provedor. E é muito pouco dizer-se que se vai voltar ao tema em próximas edições. Na sexta-feira, Paquete de Oliveira desiludiu.

quinta-feira, outubro 05, 2006

[224] REPAREI NO MESMO...

[223] BLOG
Atenção ao seguinte blog Passado e Presente. Um espaço sobre História, da responsabilidade de Miguel Cardina, Tiago Barbosa Ribeiro e com coordenação de Rui Bebiano. Tem um subtítulo que diz muito: "A construção da memória no mundo contemporâneo".

domingo, setembro 24, 2006

[222] A Fábrica do Público
O Público está imparável e parece apostar mais nos produtos que associa ao jornal do que propriamente à publicação. Depois dos Lugares Mágicos e da História de Portugal, eis mais uma campanha de "brindes": DVD´s dos filmes da loira mais famosa do mundo. Tudo isto anunciado no espaço de duas semanas! Compreende-se: tendo em conta a vaga de despedimentos que atingiu o jornal, é mais fácil gastar tinta com promoções do que pagar a jornalistas para fazerem o seu trabalho.

sexta-feira, setembro 22, 2006

[221] À ATENÇÃO...
Ouvi, por estes dias, na Antena 1: "...afirmou Carlos Pereira, presidente do Marítimo, que ontem completou 96 anos de vida.". Como é evidente, não foi Carlos Pereira quem comemorou 96 anos, mas sim o clube madeirense. Ainda assim, não é passível de provocar "ruído"?

quinta-feira, setembro 21, 2006

[220] PROFECIA SOBRE O FUTURO DO JORNAL
Graças a uma cada vez maior ligação à Internet e ao aumento exponencial de leitores de jornais gratuitos, o futuro do jornal vai contribuir para a info-exclusão: os jornais de referência vão apostar em tiragens mais baixas, gratuitos, mas com pouca informação, ou informação para “apimentar” o leitor. Quem quiser saber mais sobre o assunto, paga o acesso aos conteúdos no site próprio.

[219] COISAS POSITIVAS
A reportagem emitida ontem à noite, em horário nobre da RTP 1, sobre os militares que combateram - e morreram - na Guerra Colonial, é a prova de que é possível ser alternativa aos canais privados, que lutam entre si com programação de qualidade muito duvidosa.

quinta-feira, setembro 14, 2006

[218] PROPOSTA
Agora que Portugal tem três equipas na Liga dos Campeões e que, por via disso, sempre que ocorrerem jogos dessa competição, dois clubes vão jogar à mesma hora, seria benéfico a obtenção de um acordo entre as rádios. Ontem, por exemplo, durante boa parte do tempo, as três estações radiofónicas nacionais que transmitiram os encontros estiveram a relatar precisamente o mesmo jogo, e quando alternavam de campo, geralmente faziam-no ao mesmo tempo. Faz algum sentido? Não. Por isso me parece importante reflectir sobre esta nova realidade do desporto futebolístico, a bem do ouvinte.

segunda-feira, setembro 11, 2006

[217] A GAFFE DO PÚBLICO
Não se pode admitir a um jornal como o Público a enorme gaffe que cometeu hoje na sua primeira página: “Dentro de 100 anos ainda vamos pensar que o 11 de Setembro mudou o mundo?”. Na página 6, numa notável peça assinada por Alexandra Prado Coelho pode ler-se: “Em 2206 ainda vamos pensar que o 11 de Setembro mudou o mundo?”. Um título com uma pequena diferença de um século…

[215] “EM NOME DO OUVINTE”
É ainda cedo para se tirar conclusões acerca do novo programa do provedor do ouvinte, que estreou este sábado, na RDP - Antena 1. Contudo, não queria deixar passar o primeiro post radiofónico de José Nuno Martins sem fazer três referências:
1. Depois de explicadas as regras de funcionamento do programa, JNM centrou-se numa suposta parcialidade de um jornalista, a propósito da recente guerra entre Israel e o Líbano. Desde logo, procurou gravar uma declaração da ouvinte, o que só confere um maior grau de credibilidade à mensagem – isto apesar dela viver em Paris. Em causa estava uma reportagem sobre o Hezbollah e uma suposta “simpatia” que a ouvinte teria pressentido por parte do repórter em relação àquela organização. O provedor explicou, de uma forma pragmática, o carácter “instável” do ouvinte, mas deixou indicações, quer ao jornalista quer ao director de programação, para que no futuro tenham em atenção “o outro lado do conflito”.
2. Num segundo ponto, JNM sentiu necessidade de retratar-se. De acordo com o que disse, a caixa de correio do Provedor recebeu cartas e e-mails de ouvintes que lhe questionavam a passagem exaltada por um programa desportivo da Antena 1, em que defendia um clube de futebol. Independentemente de tudo o que se tenha passado nesse programa, não vejo em que é que a figura do Provedor possa colidir com o ter sido comentador desportivo – ou de outra natureza – em momentos anteriores. Ainda assim, penso que JNM fez bem em explicar a situação, mas pecou por não querer (?) ouvir os “queixosos”.
3. Em suma, José Nuno Martins começou bem e julgo que o tom adoptado é o ideal: calmo, explicativo e dinâmico. Não é isso que se espera de um Provedor? Falta conhecer agora aquilo que Paquete de Oliveira tem para mostrar.