Estudos Jornalísticos

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

[171] Notas do fim-de-semana

1. O texto do jurista Francisco Teixeira da Mota, no Público de ontem, sobre os “sinais preocupantes” deixados pela criação da Entidade Reguladora da Comunicação. “Qual a distância que separa a actividade de “regulamentar” da actividade “domesticar” a comunicação social?”
2. A entrevista de Rodrigues dos Santos, ao suplemento do Público Mil Folhas. A propósito de “O Codex 632”, o jornalista faz a óbvia distinção entre o discurso ficcional e não ficcional, este “preso a um conjunto de regras”. O ficcional “chega melhor à verdade no sentido de melhor conseguir transmitir a compreensão de um acontecimento”. Mais à frente, na mesma resposta: “consigo reconstituir e transportar o leitor para o local do acontecimento de uma forma mais eficaz do que conseguiria com as técnicas jornalísticas”.

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

[169] Tudo Gigante na imprensa desportiva

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

[168] A tentação da literatura
Regressado do mundo da literatura, pergunto: o que ganha um jornal em ter um jornalista-escritor?

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

[167] Ausência
Face ao intenso trabalho que tenho entre mãos, devido, na sua grande parte, à 7ª edição do Correntes d´Escritas da Póvoa de Varzim, vou estar ausente da blogosfera até segunda-feira.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

[166] Constrangimentos
Adelino Gomes escreveu ontem uma interessante nota marginal, a propósito do perfil de Paulo Azevedo, que nos remete para o tema dos constrangimentos profissionais. De forma muito simples (algo que é pedido ao jornalista): não se esperava outra coisa de Adelino Gomes. Porém, se se pode esperar este tipo de comportamento por parte de um jornalista com sua categoria - que faz questão de colocar um "aviso" sobre o facto do entrevistado ser patrão -, quando surgem outros constrangimentos, deve o leitor ser informado do facto?

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

[165] Sobre a TVI e a apresentação do Jornal Nacional
Na sequência da entrevista de Manuela Moura Guedes ao Correio da Manhã, em que chama de "burro" a José Alberto Carvalho, apetecia-me qualificar a nova apresentação do Jornal Nacional. Mas não vou fazê-lo.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

[164] Memória de 2006 - V
Doze cartoons publicados num jornal dinamarquês recolocaram na ordem do dia o tema da liberdade de imprensa.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

[162] A gestão arquivística da informação no Jornalismo
O académico Jorge Moreno Matos, também coordenador do arquivo do jornal diário do Perú, El Comercio, escreve na Sala, sobre um tema indispensável em qualquer meio de comunicação social: os centros de documentação.

[161] Um texto a ler
A propósito do livro de Rui Marques sobre o agendamento de Timor-Leste na imprensa portuguesa, "Foi ou não a cobertura jornalística de Timor-Leste um caso típico do chamado jornalismo de causas?- A perspectiva de Adelino Gomes".

[160] Uma mão invisível nos media?
O caso do namoro de duas alunas numa escola de Gaia já foi esquecido. A conclusão é simples: não funcionou. Por isso, parece que se sentia a necessidade de se encontrar mais um motivo para a imprensa portuguesa falar de homossexualidade. Daí, esta autêntica jogada mediática provocadas pelas duas mulheres - serviu mais para a promoção do advogado do que propriamente para a causa... Alguém lhes deve ter dito: "os media gostam deste tipo de histórias. Não se coibam de fazer pose para as fotos". E assim aconteceu. Curiosamente, o descrédito que aparentemente a população votou ao tema parece não ter correspondência no destaque que os media lhe deu.
Do meu ponto de vista, há assuntos que ganham um relevo importante, aparentemente motivado por uma espécie de "mão invisível" que comanda todo o sector. Apesar do evidente interesse jornalístico que constituiu esta recente tentativa de casamento homossexual, o que motivou os media foi o facto de este ser um tema que já foi muito discutido em Espanha (sim, porque nós temos uma fixação com o que se passa ao lado e a esse facto não é alheia a entrada de capital estrangeiro nos media portugueses), e porque substituiu outros assuntos na agenda mediática "feita a longo prazo", e na qual se inclui o aborto e a regionalização, por exemplo.
1. As mulheres só participaram neste "show mediático" porque os media "gostam", mas, essencialmente...
2. ... porque falam do assunto. Por isso,
3. se fosse há dez anos, elas não teriam saído de casa.
Posto isto, deixo à consideração: quem impõe os temas: os media ou a sociedade?

[159] A Liberdade e a Expressão
Não é função deste blog discutir as implicações politico-religiosas que tem a publicação de um cartoon de Maomé num jornal dinamarquês. Para isso, existem outros espaços, com pessoas mais capazes para analisar a questão. No entanto, preocupa-me que, num espaço de liberdade, de circulaçãode mercadorias e de pessoas, e de leis uniformes, ainda haja quem cometa a atrocidade de despedir o director de um jornal apenas porque este entendeu que com a liberdade de expressão não se brinca.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006


[158] Para onde olhamos?
Já vem atrasado, mas a resposta foi publicada na revista "Super Interessante", de Janeiro.