Estudos Jornalísticos

quarta-feira, março 29, 2006

[184] No Clube desta noite...

[183] Coisas de Vândalos
Ontem, António Esteves Martins mostrou-nos os "vândalos" que "atacaram" a equipa da RTP em Paris...

quarta-feira, março 22, 2006

[182] Memória de 2006 - VI
Os provedores que faltavam. Paquete de Oliveira vai assumir o cargo na televisão pública, enquanto que José Nuno Martins fica com a rádio. Seguem-se os meios audiovisuais privados?

[181] No Clube desta noite...
O próximo Clube dos Jornalistas terá como tema “Jornalismo desportivo e clubes de futebol – Uma relação perigosa?”. No programa, que irá para o ar na próxima quarta-feira, dia 22, pelas 23 e 30, tentar-se-á dissipar todas as dúvidas sobre o relacionamento por vezes pouco ortodoxo entre os jornais desportivos e os clubes de futebol.
Para responder a perguntas tão polémicas como “Há ou não promiscuidade entre os jornais e os clubes desportivos?”; “Os clubes utilizam ou não os seus jogadores como arma de arremesso contra os jornais?”; “Os jornais cedem ou não às chantagens de que são alvo por parte dos dirigentes dos clubes de futebol?”, estarão presentes em estúdio Rui Santos, comentador desportivo e ex-jornalista do jornal “A Bola”; Alexandra Tavares-Teles, jornalista desportiva do Correio da Manhã e da revista Sábado; e Rui Cartaxana, ex-director do jornal “Record” e actual Provedor do Leitor do mesmo jornal. O debate será moderado por Fernando Esteves.

[180] Isto diz-se?
"Primeiro-ministro veio ontem ao Norte..."? No JN.

quinta-feira, março 16, 2006

[179] Os Media em Viragem?
Ramonet veio a Portugal dizer que os media estão a perder influência na sociedade, "porque os projectos têm de ser "rentáveis". A conclusão é simples: os media estão a descer em nível de credibilidade e tornaram-se um problema paara a democracia.
Em plena sociedade da informação, os media representam o principal papel, e estão no centro de toda um sector que fervilha: empresas que anunciam investimentos avolumados, novas tecnologias da informação, novos projectos editoriais, televisões temáticas, canais por cabo, jornalismo on-line, jornais "gratuitos", fusões, etc. Neste particular, o jornalismo militante (por exemplo, do século XIX) já não é possível.
Sem discordar de Ignacio Ramonet, parece-me que o que veio alterar a posição dos media perante a sociedade não foi a aparente maior crítica feita à política - porque ela sempre aconteceu, e de forma bem vincada, através de múltiplos meios -, mas sim a relação da economia com os media. Alterou-se a forma como se olha, por exemplo, para a publicidade e para os assinantes. Estes últimos "dão prestígio a uma publicação, mas não dão dinheiro". Depois, a publicidade já não precisa dos media: pelo contrário, são os media que precisam dela. E é esta simples ideia que transformou por completo o circuito das notícias, que passaram a ser um produto. E quando alguma coisa é um produto, está sujeito a ser vendido ao melhor preço...
Perante isto, a posição do jornalista é de permanente angústia. Obrigado a fazer coisas que ultrapassam as suas competências e o próprio Estatuto do Jornalista, vê-se, na realidade, perante a perspectiva do desemprego. E, como é óbvio, tudo isto agrada aos patrões.
Assim, para onde caminham os media?

quarta-feira, março 15, 2006

[178] No Clube desta noite...

sábado, março 11, 2006

[177] Rodrigo Guedes de Carvalho
O jornalista da SIC deu uma entrevista ao Jornal de Notícias, e daí resultou uma série de frases que merecem um mínimo de referência. O pretexto foi o argumento para o filme "Coisa Ruim", mas, pelo meio, algumas notas sobre jornalismo.
Não é pelo facto de "não tocar em todas as pessoas" que o jornalismo passa a ter um drama, quando comparado com a literatura. As regras são bem diferentes e nem me parece que mereça que se diga "não podemos sentir-nos culpados". Se fossemos a embrenharmo-nos em todas as "essências da vida" não faríamos mais nada. Isto é diferente do debate sobre a superficialidade noticiosa, evidentemente. E, se não há objectividade, como o próprioo afirma, como é que o jornalista "não pode é utilizar as emoções que retirou da reportagem para com isso manipular o espectador"?
O frente-a-frente com José Rodrigues dos Santos
Diz Rodrigo Guedes de Carvalho:
- "Não, não pergunto nada a ninguém. Estou permanentemente a fazer pesquisa no meu dia-a-dia, em silêncio. E quando escrevo estou completamente a marimbar-me para as tendências, senão teria escrito um romance histórico. E estava garantido. (...) Como tenho a vantagem de não viver da literatura, escuso de saber o que o mercado quer".
Uma resposta interessante
- O encanto da escrita reflecte um desencanto com o jornalismo?
- Não, até porque comecei a escrever antes de ser jornalista. O jornalismo, de alguma forma, passa ao lado do essencial da vida. Pela sua natureza, volatilidade, rapidez. Interessam-me coisas onde possa estacionar, pensar mais. A arte, sendo ficção, aproxima-nos mais do que é essencial na vida do que a realidade nua e crua do jornalismo. E o que procuramos na arte são emoções.

quarta-feira, março 08, 2006

[176] Troca As Tintas
No Público de hoje, "Desporto" e "Cultura" antes da "Economia", esta com 10 páginas.

[175] No Clube desta noite...

segunda-feira, março 06, 2006

[174] Duas Citações ou Quando a História e o Jornalismo se cruzam
“É preciso avaliar sempre a fiabilidade de qualquer documento, lançar sobre ele um olhar crítico, procurar perceber e garantir que não há incongruências”.
SANTOS, José Rodrigues dos, O Codex 632, 2005, Gradiva, pág. 313

“Se tivesse de resumir numa palavra, diria que a falha característica da escrita jornalística é a sua superficialidade (…). Os jornalistas têm de escrever muito e são pressionados em termos de tempo. Por vezes são lançados de pára-quedas em países ou situações sobre as quais nada sabem e espera-se que as relatem ao fim de algumas horas. Daí a famosa e horrível deixa: “Alguém foi violado e fala inglês?”. Depois a cópia é cortada e reescrita por editores e subeditores que trabalham com prazos ainda mais aprtados. E, de qualquer forma, amanhã é outro dia, outra peça”.
ASH, Timothy Garton, História do Presente, 2001, Editorial Notícias, pág. 18

Em que nível da razão se encontra a importância de centenas de textos publicados nos jornais diariamente? E o que fazer com eles?

quarta-feira, março 01, 2006

[173] Estudantes de Jornalismo e a Profissão
"Já fico satisfeito se, entre vocês (cerca de 60 alunos), 5 conseguirem ser jornalistas". A frase ecoa na minha cabeça sempre que leio ou ouço alguma coisa relacionada com o ensino de jornalismo nas Universidades. Tal como milhares de pessoas, também tirei o meu curso superior, e tal como milhares tive problemas em arranjar emprego. Já sabia que ia ser assim. Não há fórmulas mágicas para se arranjar emprego. Desconfio que mesmo as chamadas "cunhas" (pelo menos as que não dependem directamente do "patrão") estejam em vias de desaparecer.
O jornalismo não se exerce pelo canudo. Sei que há quem discorda desta opinião. Mas também sei que para se ser jornalista é preciso aquilo que alguém chamou o "killer instinct". Começa desde logo por definir o que é ser jornalista. Há uns tempos, tive um colega de trabalho que não tinha curso superior algum, mas que tinha, de facto, um à-vontade enorme para trabalhar nesta área. Como se costuma dizer, "ia a todas", "não tinha medo de apontar o microfone", "partia pedra". O único problema era a escrita: mesmo se para rádio o tom coloquial é essencial, admito que no caso era coloquial demais. E neste particular o curso teria feito bem.
Mas depois interrogo-me: qual a verdadeira diferença entre um curso universitário e um curso de formação em imprensa, rádio, televisão, on-line? Hoje, confesso, teria feito tudo ao contrário: primeiro concentrava-me na especialização de um área (História, Ciências, Economia, Cultura, Política...), e só depois aplicava-me nos conhecimentos necessários ao jornalismo. É apenas uma opinião. O que me distingue dos milhares de colegas que sairam das universidades?
Vem este texto a propósito da entrevista de Paulo F. Silva, editor do Jornal de Notícias, em entrevista ao Notícias Lusófonas, e que recolhi No País Encantado das Notícias. "Estou convencido que, de facto, as universidades estão a fabricar licenciados para o desemprego, porque não há mercado de trabalho, neste sector, que consiga absorver tanta gente, é impossível. E não consigo entender como os sucessivos governos não querem ver esta dura realidade. Qualquer jovem que entra num curso de jornalismo ou de comunicação, seja qual for a designação, não percebe o engodo mercantil, e aspira, com inteira justiça, a ser jornalista. Mas não há redacções para todos eles, nem uma pequena parte. E os que conseguem acabam subjugados ao poder vigente, porque foi esse mesmo poder que, curiosamente, lhes permitiu chegar à tão ambicionada profissão. De qualquer modo, o acesso à profissão não é feito pela via da formação académica, o trajecto é outro, depende de quem manda, e as regras são tão opacas e arbitrárias que nem consigo percebê-las para as explicar."
O que me custa, realmente, é verificar que este autêntico logro que fazem a jovens estudantes não tem fim. Basta dar uma vista de olhos para alguns currículos de cursos de jornalismo para verificar que depois de um tronco comum, o aluno pode escolher áreas "semelhantes", como publicidade, marketing, relações públicas, assessoria. Desculpem a sinceridade, mas quem quer ser jornalista não se pode contentar em escolher uma destas áreas "porque é o que existe de mais parecido com a profissão que eu queria ter". O que está por detrás de todas essas opções, legítimas, são completamente opostas ao jornalismo. Infelizmente, há quem não concorde, e que ande pelas universidades a dizer o contrário.
Por isso, vale a pena ver o Clube desta noite...

[172] No Clube desta noite...