[212] CEDÊNCIAS ÉTICAS A BEM DO GRUPO ECONÓMICO
Entre um zapping claramente azarado em horas tardias de telejornais, deparo-me com o rodapé no noticiário da TVI: "Aulas começam no Colégio da Barra" - série Morangos com Açucar, blá, blá, blá, aquelas coisas que toda a gente sabe. Sempre pensei que um telejornal (ou radio-jornal, ou jornal) fosse um espaço de informação. Pelos vistos, e já há muito tempo que é assim - e sem que ninguém se preocupe muito -, é mais um lugar para fazer entretenimento. Até as notícias, de repente, passam a ter como única função a de distrair os telespectadores, assumindo os responsáveis pela informação e programação (quero excluir os jornalistas) que eles não estarão interessados nisso.
Como é evidente, cada um faz aquilo para que lhe pagam, mas não acredito que "lá no fundo" algum jornalista que goste da profissão que tem, se sinta confortável em terminar um telejornal a dizer: "a série que conquistou os portugueses", ou, "a novela de maior êxito em Portugal", ou, "as aulas começam no Colégio da Barra".

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